SIEMACO-SP apoia sindicatos internacionais contra prisões ilegais nos EUA

Trabalhadores norte-americanos que realizam protestos nesta terça-feira (1º) contra violações à Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante liberdade de expressão. As manifestações, organizadas pelo sindicato SEIU e aliados, denunciam a detenção da estudante e sindicalista Rumeysa Ozturk, ocorrida em 25 de março, e exigem transparência no tratamento de imigrantes.
O SIEMACO São Paulo, parceiro da SEIU no Brasil, se uniu à CONASCON, confederação à qual é filiado, num movimento de apoio aos protestos. “Apoiamos nossos parceiros da SEIU e os trabalhadores dos EUA. A luta pela manutenção dos direitos civis é global, e passamos por um momento de tentativa de retirada de direitos que afeta a todos nós”, colocou André Santos Filho, presidente do SIEMACO-SP.
Rumeysa, turca com visto de estudante válido, foi retirada à força por agentes federais mascarados em uma via pública após coassinar artigo em jornal universitário em apoio ao povo palestino. Ela está detida em um centro da Imigração e Alfândega (ICE) na Louisiana. O caso gerou mobilizações em mais de 10 centros de detenção, escritórios do ICE, campi universitários e redes sociais, sob a hashtag #4the1st, com o lema “um ataque a um é um ataque a todos”.
Posicionamento da confederação
O presidente da CONASCON, Moacyr Pereira, criticou a ação das autoridades norte-americanas. “A detenção arbitrária de Rumeysa é um ataque não apenas à liberdade de expressão, mas a todos os trabalhadores que lutam por dignidade. Como sindicalistas, não podemos aceitar que direitos constitucionais sejam pisoteados por repressão disfarçada”, afirmou.
O dirigente também preside o Comitê Diretivo de Serviços a Propriedade da UNI Américas e reforçou a necessidade de solidariedade internacional. “Este caso expõe uma escalada perigosa contra vozes dissidentes e imigrantes. A CONASCON se junta aos trabalhadores dos EUA e exige o fim da criminalização da luta sindical”, declarou.
Mobilizações e engajamento
As manifestações do 1º de abril incluem atos presenciais com cartazes e postagens massivas nas redes sociais. Entre as reivindicações, está o fim de operações violentas do ICE e a garantia de devido processo legal para imigrantes.
A SEIU, que representa 2 milhões de trabalhadores em serviços públicos e saúde nos EUA, pediu apoio global. Sindicatos brasileiros foram convidados a compartilhar mensagens com #4the1st, destacando frases como “Direito à liberdade de expressão NÃO se negocia” e “A luta dos trabalhadores é global”.